Papel de Pão

Reflexões, pensamentos, comentários, riscos e rabiscos sobre informações úteis e inúteis.

Posts com Tag ‘religião’

Não me canso de ler…

Publicado por pvictor em Janeiro 15, 2009

grandeinquisidorAcabei de ler pela n-ésima vez o conto O Grande Inquisidor, trecho do romance Irmãos Karamazov, de Fiodor Dostoiévski.

Ao final da última linha do diálogo entre Ivã e Aliócha, dou um suspiro e repito numa reação já tradicional, quase religiosa: “o cara é um gênio!”

Digo “é”, no presente, pq a genialidade de Dostoiévski ainda não morreu, e não morrerá nunca. As palavras, cada linha, são de uma atualidade impressionante para a igreja dos nossos dias, e para toda a sociedade.

O cara consegue retratar com perfeição a angústia de um povo aflito contraposta à opressão de uma elite que cria meios para controlar a multidão. No caso que o autor descreve, o meio/instrumento de controle das massas  é a religião, são as interpretações das palavras de Jesus. Palavras utilizadas pelos homens que a  controlam inclusive como objeto de recondenação do próprio Cristo.

Dostoiévski expõe as fragilidades humanas, a dificuldade de se lidar com a liberdade e a ganância de alguns homens que, sedentos de poder, buscam sobrepujar a maioria e estabelecer uma relação de dominância ideológica.

Hoje, 130 após a primeira publicação do texto, ele ainda se mostra atual. E assim o permanece, sobretudo, a cada releitura que fazemos.

A quem se interessar, segue o link da dica: http://www.alfredo-braga.pro.br/biblioteca/inquisidor.html

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Leu na Veja? Azar o seu!

Publicado por pvictor em Novembro 10, 2008

luceliaNão é novidade para ninguém a forma parcial, inverídica e irresponsável com que a Veja trata os fatos, a fim de propover factóides “jornalísticos”. Impressiona é a revista ainda possuir, diante de muitas pessoas, alguma credibilidade. Nesta semana, Veja foi bem longe no que se refere à inconsequência jornalística, ao criar mais mentiras para tratar um assunto delicado.

Há alguns meses, o Brasil todo ficou horrorizado diante das sessões de tortura às quais foi submetida uma criança de 12 anos: Lucélia, de Goiânia, foi vítima de atos brutais nas mãos da empresária Sílvia Calabresi Lima. E, em sua última edição, Veja decidiu inventar mais uma historinha, sem se preocupar sequer com o bem estar da garota que, enfim, parece ter encontrado uma família.

A tentativa de adoção de Lucélia por parte de uma família de Belo Horizonte tem sido noticiada por diversos veículos jornalísticos, e comemorada por todos os que se compadeceram com a triste situação na qual a menina se encontrava, há poucos meses. Porém a revista Veja, de forma perversa, foi capaz de tratar o assunto do seguinte modo: http://veja.abril.com.br/121108/p_118.shtml.

Quanto ao processo de adoção, acompanho as pessoas que nele estão interessadas há mais de 10 anos, conheço o caráter delas e tenho seguido os fatos que levarão à sua adoção muito antes de a proto-repórter sequer pensar em escrever aquela pseudo-matéria.

Estive em Goiânia no dia 04/08/2008, quando o grupo Diante do Trono (cuja líder, Ana Paula Valadão, foi foco da acusação de Veja) ali se apresentou. Naquela noite, Ana Paula manifestou inquietação a respeito de uma reportagem que havia visto na TV, sobre a inexistência de pessoas interessadas em acolher aquela menina que já tinha passado por tanto sofrimento.

Por coincidência, alguém que também estava presente no evento possuía acesso à menina, e a levou ao aeroporto na manhã seguinte, para um encontro com Ana Paula (um sonho que a própria Lucélia tinha). A respeito deste fato, Ana Paula publicou um post em seu blog, informando a alegria que teve – como ser humano – de poder abraçar e dar carinho a alguém que só havia recebido ódio, por muito tempo.

Dali em diante, a relação se estreitou. Lucélia pode encontrar no pessoal da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte, amigos com os quais pôde compartilhar bons momentos. Riu, brincou, se divertiu e talvez pela primeira vez tenha sentido o significado de pertencer a uma família. Família que a acolheu como filha, no coração, o que depois se traduziria numa tentativa de acolhimento legal.

No meio do processo, a louvável iniciativa de adoção de Lucélia foi amplamente noticiada, de forma positiva. Com exceção da matéria de Veja, que parece ter como único intuito a destruição de um sonho que a menina se vê, pela primeira vez, na possibilidade de construir.

Frente aos fatos, sinto-me na obrigação de divulgar, também, a nota de esclarecimento que Ana Paula divulgou em seu site, a respeito das acusações. Segue o texto:


E não nos cansemos de fazer o bem…” Gálatas 6.9

É impressionante a capacidade que as críticas têm de nos abater. Eu gostaria que não fosse assim, mas acho que ainda estou crescendo e preciso aprender a “apanhar” sem esmorecer diante das falsas acusações. Afinal, enquanto tem gente por aí que parece viver para criticar, eu prefiro seguir fazendo o bem, e preciso continuar, porque as pessoas que Deus colocou em meu caminho para abençoar não têm nada a ver com os absurdos daqueles que só jogam pedras e tentam prejudicar o nosso ânimo.

Quando os jornais e TVs começaram a nos procurar sobre nosso envolvimento com a Lucélia, menina que foi liberta de um cativeiro em Goiânia e que está morando com a Pra. Ezenete, nós ficamos preocupados sobre como nossas palavras e atitudes seriam vistas, já que, infelizmente, muitas vezes a verdade é deturpada pelos veículos de comunicação. Mas, para nosso alívio, tanto a Globo quanto o SBT, Bandeirantes, e os mais influentes jornais impressos de todo o país, divulgaram a boa notícia de que agora, Lucélia encontrou uma família.

Para nossa triste surpresa, esta semana a revista Veja publicou um artigo muito infeliz. Infeliz porque não nos tratou com verdade. A matéria com o título “Dor sem hora para acabar” nos classifica como aproveitadores que exploram o sofrimento da menina, que segundo eles, parece não ter fim. É verdade que Lucélia sofreu pelo abandono de seus pais, sofreu nas mãos de Sílvia, sofreu ao ser levada a reviver seus momentos de agonia “testemunhando” suas dores diante de uma platéia na fábrica de biscoitos Mabel e sofreu ao ser levada a uma campanha política do PT; mas o que ela está vivendo conosco não tem nenhuma semelhança com nada disso. E Veja não teve ao menos a dignidade de me procurar para fazer qualquer pergunta, já que iria usar uma foto minha, que possuem em seu arquivo de uma antiga matéria que fizeram sobre o crescimento dos evangélicos no país.

Quando a repórter da Veja ligou para a Pra. Ezenete ela realmente não quis dar a entrevista. Ela tinha acabado de voltar de Portugal, onde mora um de seus filhos, e não tinha ainda nada acertado sobre o assunto, e muito menos conversado com a Lucélia. Aliás, ela nem tinha falado com o juiz, uma vez que a família ainda não tinha definido sobre a adoção. Sendo assim Ezenete pediu à jornalista Ana Beatriz Magno que nada fosse publicado ainda. Não havia definições. Mas assim que ela conversasse com o juiz, ela daria a entrevista com prazer. Porém, a repórter não voltou a procurá-la. Além disso, Ezenete tinha medo do que poderiam fazer com suas palavras naquele momento. E acho que ela tinha razão em temer a distorção. Uma das acusações da revista é de que a promessa de adoção não é tão certa assim. Naquela época, há mais de um mês, realmente não era. Mas nesse período muitas coisas aconteceram. O processo realmente é demorado, mas a Zê tem a guarda de Lucélia até janeiro, e conta com todo o apoio da direção do Cevam (Centro de Valorização da Mulher – instituição que abrigava Lucélia até ela vir morar em BH) e do juiz de Goiânia que tem acompanhado o caso da menina. Ou seja, tudo está caminhando bem, dentro do que nos foi orientado pelo próprio juiz, que acompanha a alegria de Lucélia com as notícias de sua nova vida.

Quanto à minha parte nesta história, desde o princípio tomei muito cuidado para não expor a Lucélia. Ela jamais subiu sequer no púlpito de nossa Igreja, e nem a nossa TV, a Rede Super, tinha feito qualquer matéria com ela, a não ser depois que todos os demais veículos começaram a nos procurar. Ou seja, não exploramos o fato de estarmos ajudando a Lucélia. Esse nunca foi nosso interesse. Depois do nosso primeiro encontro, no aeroporto de Goiânia, após o evento em que cantei ali, escrevi em meu Blog e coloquei uma foto do nosso abraço, com a menina de costas. Quando escrevi, foi para compartilhar sobre a experiência que mais me marcou naquela viagem: não foi a grandeza da multidão que encheu o ginásio, não foram as luzes do palco, mas o gesto de tocar uma pessoa que sofre. Minha intenção era, e continua sendo, não apenas “pregar” que nós cristãos devemos amar o nosso próximo, mas viver esta realidade. Testemunhei isso para incentivar as pessoas com o exemplo. Nem eu, nem a Ezenete, naquele momento, poderíamos imaginar que Deus tinha muito mais para nós fazermos pela Lucélia.

Sugerimos que ela viesse passar uns dias conosco em BH. Temos um sítio muito bonito, um lugar de paz, de restauração, e pensamos que seria bom para a Lucélia estar conosco ali um tempo. Para nossa surpresa, as autorizações judiciais vieram rapidamente, e ela ficou em BH por 15 dias. Foi só então que a possibilidade de adoção passou pelo coração de Ezenete, de seu esposo e de seus filhos, pois conviveram com Lucélia aqueles dias e quando ela foi embora, sentiram sua falta como se já fizesse parte da família. Aliás, era a menina quem pedia todo o tempo para ser adotada por eles, e já de volta a Goiânia, dizia para todos que agora tinha uma família, e escrevia para a Zê pedindo para chamá-la de mãe.

Durante aqueles dias em BH aconteceu a gravação do DVD Crianças Diante do Trono ao vivo, Para adorar ao Senhor, na praça da nossa igreja. Milhares de crianças assistiram, e Lucélia estava na platéia. Em nenhum momento ela subiu no palco, apesar de gostar muito de cantar e dançar, e hoje eu agradeço a Deus por isso, porque eu seria muito mal interpretada se desse a ela essa oportunidade. Acredito que a repórter da Veja, que conversou com a Lucélia lá em Goiânia, tenha entendido mal o ocorrido na gravação. Lucélia voltou para o Cevam muito empolgada com todas as experiências que teve em BH, e deve ter dito que participou de uma gravação comigo. Sim, ela e milhares de crianças, e o rosto dela não aparece em nenhum momento no DVD, que ainda nem foi lançado.

Aliás, sutilmente fomos acusados de estarmos nos aproveitando da menina, porém a repórter não mencionou que ela mesma se aproximou da Lucélia como uma amiga, entrando em contato diversas vezes para conversar de forma informal e oferecendo até mesmo o número do seu telefone para a garota desabafar. Todas as declarações citadas na matéria foram dadas por Lucélia à repórter na época em que ela esteve na Mabel, ou seja, antes do processo de adoção ser iniciado; o que mais uma vez comprova a ausência de uma apuração séria sobre um assunto tão delicado.

A promessa de que celebraríamos o seu aniversário em BH também foi deturpada pela revista, que a menciona como uma troca, como uma promessa feita depois da gravação do clipe. Quanta maldade. Acho que a repórter está muito acostumada a lidar com gente ruim, a noticiar coisas perversas, e seus óculos a fazem enxergar tudo assim, deturpado. Sobre a inexistência do tal clipe eu já expliquei, o que torna infundada a acusação de troca barata. O que aconteceu é que durante os primeiros 15 dias aqui, Lucélia participou de um aniversário e ficou maravilhada. Ela nunca havia tido uma festa para comemorar seu próprio aniversário, então a Zê prometeu que independente de onde fosse, BH ou Goiânia, ela providenciaria um bolo para celebrar a data. Sendo assim, fizemos o esforço para que ela viesse, a fim de realizarmos mais um de seus sonhos roubados pela infância sofrida. E fizemos sim, uma linda festa para ela, porque agora, Lucélia faz parte das nossas vidas, de nosso círculo de amigos, e está inserida em uma linda família que investe tempo, recursos, e muito amor para restaurar as feridas do seu passado.

Lucélia está estudando, na mesma escola onde meu filho estuda. No primeiro dia de aula ela voltou para casa gritando: “Virei gente! Virei gente!” e está se saindo muito bem, pois é muito inteligente. Em breve ela vai estudar música, dança, inglês, enfim, terá oportunidades maravilhosas que não teria de outra maneira. Sua nova família está comprometida a dar a ela o melhor, e nós, seus amigos, e várias pessoas que têm se movido para ajudar, estamos dispostos a investir no futuro da menina. Aliás, até mesmo em sua saúde precisamos auxiliar, pois os maus tratos provocaram algumas seqüelas que estamos crendo que serão solucionadas.

Sobre o passado? Às vezes ela fala uma coisa ou outra conosco, principalmente com a Zê, mas não “puxamos” este assunto. Quando isso acontece, depois de ouvir com carinho, agradecemos a Deus junto com ela porque o sofrimento acabou, e jamais cometeríamos o absurdo de culpá-la pelo que passou. E foi aí que a revista errou de novo. A matéria coloca a expressão “aqui ela foi tocada por Jesus”, palavras que diz serem da Pra. Ezenete, com a frase que diz ser de Lucélia: “A culpada fui eu. Eu, que não estava tocada por Jesus”. Pois quem dizia isto pra ela era a Sílvia, argumentando que a menina tinha demônio, justificando suas torturas. E com esse astuto jogo de palavras colocadas, fomos comparados, outra vez, com quem mais feriu Lucélia.

Decidi escrever aqui em nosso site para dar satisfação às pessoas que, com dignidade, desejarem nos ouvir quanto a essa infundada acusação. Peço apenas uma coisa. Deixem a menina viver sua nova vida em paz. Creio que todos os meios de comunicação já divulgaram a notícia de que agora ela tem uma nova família (apenas Veja parece que não sabia disso muito bem), e nosso desejo é não ter que lidar mais com esse assédio público. Enquanto isso, vamos nos consolando com o exemplo do próprio Jesus, que, curando os enfermos e fazendo o bem, foi chamado de maioral dos demônios, incompreendido por muitos de sua época. E é assim que vamos prosseguir, pois apesar de “pedradas”, não podemos nos cansar de fazer o bem.

Ah, e só mais um recado – A dor de Lucélia tem hora pra acabar sim. Nós estamos fazendo a nossa parte, mas saibam que ao ver a reportagem, ela ficou desesperada e sofreu outra vez. Por favor, se vocês não querem ajudar, ao menos não atrapalhem.

Indignada, mas tranqüila, respaldada pela verdade, e respondendo como o Senhor ao ser incompreendido: “A sabedoria é justificada pelas suas obras”,

Ana Paula Valadão Bessa

Lucélia e Ana

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Matando (ou tetando matar) a saudade de Israel

Publicado por pvictor em Outubro 16, 2008

Desde pequeno sempre fui apaixonado por Israel e por toda a cultura e os mistérios que cercam o povo que lá vive. Isso muito antes de eu saber o que era Israel ou o que era judeu, ou até mesmo o que era religião. Via filmes e seriados americanos, e sempre tinha um ali, apontado como “judeu”, com umas vestes engraçadas, acendendo algumas velas sobre a mesa, e aquilo me intrigava muito. Tinha uns 4 ou 5 anos, não mais que isto.

Depois, cristão que sou, tamanha foi a minha alegria ao saber que o INRI estampado em um crucifixo de metal que havia na parede de casa significava “Jesus Nazareno, Rei dos Judeus”. A palavrinha mágica estava no final da frase, e admito que passei a olhar com muito mais atenção para aquele símbolo. A idade aqui devia ser uns 6 ou 7 anos.

Depois já mais velho, talvez com uns 16 ou 17, comecei a aprofundar-me na cultura e nos costumes do povo ao qual o próprio Cristo pertenceu. Conheci histórias, pessoas, calendários, a língua hebraica, folclore, e a cada nova faceta que a mim se revelava, não conseguia disfarçar meu encantamento. Confesso que por um bom tempo quis me converter ao judaísmo, tamanha era a força daquela cultura que pra mim se tornava fé. Ridículo isso? Pode ser pra quem lê, pra mim não era! hehe

Passou algum tempo desde então. 9 ou 10 anos talvez. E agora, aos 26, pude – meio que por acaso – encontrar-me em meio àquela terra, com um monte de gente falando em hebraico ao meu redor, e com um monte de letrinhas, escritas pelas paredes, que me traziam um êxtase visual indescritível! Parece ridículo denovo? Pra mim não! hehe.

Fui participar de um seminário sobre tecnologia, em julho deste ano, na Terra Prometida; e, embora a maior parte do meu tempo lá tenha sido ocupada pelo evento propriamente dito, sobraram-me alguns dias para andar livremente pelas ruas daquele lugar e sentir-me parte dele.

A experiência foi, pra mim, indescritível. E se eu fosse contar todos os aspectos dela, quem está tendo paciência de ler isto aqui, agora, teria que ter um bocado mais de tempo. Sendo assim, procuro apenas me ater a essa emoção que senti, e que causou em mim uma saudade imensa (e eterna) daquele lugar.

Voltarei lá, sei que sim. Com um pouco mais de tempo seria o ideal. Mas enquanto não volto, resolvi tentar matar, hoje, a saudade daquela terra. Se num post anterior eu disse que cheiro é algo muito forte para minha memória, digo agora que gosto também é. E foi assim que eu tentei recobrar momentos passados em Israel.

Eu achei a comida de lá maravilhosa, embora condimentada demais… hehe. É bem verdade que ao final da viagem tudo o que eu queria era comer um churrasco com carne temperada só com sal grosso! Mas tinha muita coisa deliciosa lá. E talvez o prato mais típico que eu comi tenha sido o tal do Falafel: um sanduíche feito com pão sírio, bolinhos de grão-de-bico (que são o falafel propriamente ditos), salada e molho tahine. Uma delícia!

Diante da impossibilidade de encontrar tal maravilha culinária aqui, em Brasília, corri para a internet em busca de uma receita e fui até um empório sírio-libanês, que tem aqui, para comprar o Tahine (ingrediente fundamental, não tão fácil de ser encontrado) e algumas especiarias.

Com tudo à mão, iniciei esta que talvez tinha sido minha primeira experiência culinária de verdade. Antes disso, só miojos, sopas prontas e afins. Coloquei, assim, o grão-de-bico de molho ontem à tarde e acabei de ter, com minha família, um delicioso jantar, que me transportou mentalmente a um lugar que eu amo.

Se alguém se interessar por sentir o “gostinho de Israel”, posto abaixo a receita do Falafel. Posso garantir que minha primeira experiência com os afazeres da cozinha foi bem sucedida (claro que contei com a ajuda da mamãe, que me pegou no meio do caminho e ajudou a fazer com que tudo saísse direitinho… hehe). Valeu muito o esforço.

Seguem as orientações:

 

Ingredientes:

 

1 ½ xícara (chá) de grão-de-bico, 1 cebola pequena picada grosseiramente, 2 dentes pequenos de alho, 1 pimenta vermelha picadinha, 1 xícara (chá) de salsinha picadinha, ¼ de xícara (chá) de coentro picadinho, 1 colher (café) de fermento em pó, pitadas de pimenta Síria, záhtar (mistura árabe de especiarias), cominho pimenta-do-reino e sal a gosto, óleo para fritar.

Ingredientes para o molho tahine:

½ xícara (chá) de tahine, 2 dentes de alho amassados, suco de 2 limões, ½ xícara (chá) de água gelada, sal.

Ingredientes para a montagem dos sanduíches:

4 pães sírios médios, pepino azedo, chucrutes, homus.

Modo de Preparar o Grão-de-bico

 

Deixar o grão-de-bico de molho durante 24 horas, coar, secar, retirar as cascas e juntar ao preparo (existe em super mercados o grão de bico enlatado pode ser usado).

Modo de Preparar o Falafel

Coloque no liquidificador o grão-de-bico, a cebola, o alho, a pimenta vermelha, a salsinha, o coentro, o fermento em pó, as pitadas de pimenta Síria, o záhtar, o cominho, a pimenta-do-reino e o sal. Bata até obter uma pasta grossa. Retire do liquidificador e deixe descansar por 30 minutos e faca bolinhas com as mãos (em Israel existem colheres especiais para fazer as bolinhas). Aqueça o óleo e frite os bolinhos, às colheiradas, até que estejam dourados. Retire com escumadeira e escorra sobre papel.

Modo de Preparar o Molho de Tahine

Em uma tigela, misture o tahine, o suco de limão, o alho, a água e um pouquinho de sal. Reserve.

Montagem Final

Abra cada um dos pães em uma das laterais e recheie com chucrute, pimenta vermelha para quem gosta , homus, pepino azedo, salada de pepino, cebola e tomate bem picadinhos e os bolinhos (2 ou 3)  e regue com o molho de tahine. Sirva imediatamente.

 

 

BOM APETITE!

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