Tentei procurar algum vídeo no Youtube pra postar, como voto de feliz ano novo, e a primeira coisa que me apareceu foi Happy New Year, do ABBA.
É brega di cum forrrrça, mas vai isso mesmo! hehe.
Feliz 2009 a todas e todos!
Publicado por pvictor em Dezembro 31, 2008
Tentei procurar algum vídeo no Youtube pra postar, como voto de feliz ano novo, e a primeira coisa que me apareceu foi Happy New Year, do ABBA.
É brega di cum forrrrça, mas vai isso mesmo! hehe.
Feliz 2009 a todas e todos!
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Publicado por pvictor em Agosto 12, 2008
Ontem resolvi retomar uma leitura parada há algum tempo: “The Israelis: ordinary people in an extraordinary land“, de Donna Rosenthal.
O livro é todo feito de pequenas histórias, entrevistas e casos reais de (e sobre) pessoas que não conseguem traçar uma linha divisória bem definida entre a guerra e a paz, por viverem em uma região em que há, o tempo todo, conflito real ou potencial. E é incrível perceber o modo com que, apesar da iminência de uma bomba a qualquer momento – seja em lojas, em ônibus, em estradas ou até mesmo nos campos de batalha – as pessoas ali tentam e são capazes de viver uma vida normal, como em qualquer outra parte do planeta.
Pude ver essa situação com meus próprios olhos, há alguns dias, quando tive oportunidade de conhecer essa terra extraordinária, bem como todo tipo de gente comum que nela habita. Pude me encantar com as paisagens, a história, a cultura e a vida de um povo e de uma terra que se integram de tal maneira, que é impossível não despertar paixões até mesmo naqueles mais céticos.
Agora posso retomar a leitura com outros olhos. Os cenários, assim, tornam-se reais em minha imaginação, a cada parágrafo, a cada linha, a cada história, a cada caso. Recomeçando do ponto em que havia deixado, encontro-me no capítulo “A People’s Army”, que, logo de cara, traz um relato sobre a proximidade do campo de batalha com o lar dos soldados. É possível que os jovens abandonem os campos nos finais de semana pra passar o feriado com a família, que está a apenas algumas horas de distância… E, num desses “descansos da guerra”, um jovem foi morto por uma bomba que explodiu num bar, enquanto ele comprava uma bebida, na rua Ben Yehuda, no centro de Jerusalém. A mesma rua pela qual andei tranquilamente, sentindo-me no lugar mais seguro do mundo, há menos de um mês.
A convivência diária com a guerra e a banalização (no sentido de acostumar-se, de tornar o fato comum) desse cotidiano acaba se materializando na forma com que as pessoas pensam, sentem, escrevem, cantam.
Um exemplo disso é uma canção que eu estava ouvindo hoje, a caminho do trabalho: Bayom Shel Haptzatza, do Rami Kleinstein.
O título da canção quer dizer “No dia da bomba”, e ela fala mais o menos isto:
Sente-se comigo na janela
Esqueça o relógio, por agora
A rua está silenciosa
Abrace-me bem, e apertado
É assim que ela quer que seja, no dia da bomba
Vamos sair pra fora
Para um dia de faz-de-conta
Vamos deitar na Reiness, na rua
Vamos brincar de homem e mulher
É assim que ela quer que seja, no dia da bomba
Inclinando-se sobre o telhado
Do norte desce uma nuvem
Ela está certa, é claro
Preocupar-se não ajuda
Seguro, inseguro
Não seja tão apreensivo
Vamos sair e roubar uma moto
Vamos queimar o seu motor juntos
É assim que ela quer que seja, no dia da bomba
Deixe-os fazer chover enxofre
Uma névoa tempestuosa
Venha comigo
Vamos dançar através do fogo
No dia… No dia… No dia da bomba.
Segue uma versão que encontrei, desta música, no youtube. Não é com o cantor original, mas – apesar de amador – o cara também manda bem. Depois faço uma montagem com o áudio que tenho, do Rami, e posto novamente.
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Publicado por pvictor em Julho 30, 2008
Todos (talvez 4 ou 5 pessoas) acompanharam minha saga rumo à definição do nome deste espaço.
O “Filosofia de Rua” durou pouco (1 dia). Numa pequena busca pelo oráculo (leia-se Google), percebi a existência de outros blogs e, inclusive, de uma banda com o mesmo nome. Banda esta de cujas letras discordo veementemente, pelo pouco que li, na rápida pesquisa.
Daí, nasceu um dilema. Iniciou-se uma busca desbravadora em direção a bons nomes, ainda não utilizados.
Filosofia de boteco foi uma primeira opção. Mas pensei que pudesse soar um pouco pejorativo (e lá vou eu começando a ceder à coerção socio-virtual…).
Isegoria também foi uma idéia. Mas além de já existirem diversos blogs com este nome, pensei melhor e percebi que o conceito base da democracia grega (direitos iguais de fala, liberdade de expressão) estrapola o propósito lúdico disto aqui.
Panfleto tinha mais a cara do projeto, mas já havia registros assim.
Panfletagem seria uma opção a esta anterior, mas sonoramente não funciona, na minha opinião.
Por fim, Papel de Pão, me veio à mente, acompanhado de uma pequena melodia, dessas que se alojam em nossa cabeça e permanecem o dia inteiro. “Um céu cheio de estrelas, feito com caneta bic num papel de pão”… fiquei cantarolando isto até o anoitecer, em pensamento, ao mesmo tempo em que filosofava (afinal, era este o propósito inicial do blog) sobre o termo.
Não é novidade minha, mas diversas pessoas já expuseram sobre as finalidades adjacentes e não menos importantes do papel de pão. Aquele saco pardo, que levamos todo dia de manhã pra casa, tem mais utilidades que bombrill.
A música popular brasileira já delineou algumas de suas funções, como, por exemplo, a de embrulhar uma diversidade imensa de objetos, não só o pão quentinho.
Além disso, talvez não haja espaço criativo mais adequado que um papel de pão. Alí rabisca-se de tudo: poesias, letras de músicas, esboços de obras-de-arte, desenhos de invenções, telefone de mulher… Sempre existe um pedacinho de papel pronto a ser rasgado pra ocupar uma de nossas idéias geniais ou simplesmente um dado considerado útil, que não merece ser esquecido.
Minha pretenção não é tanta. Não penso em extrair deste Papel de Pão uma sacada genial, uma poesia, uma música…
Um invento pra ficar rico com alguma patente seria interessante! Telefone de mulher também poderia não ser ruim… hehe
Mas quero só, a cada dia (ou de tempos em tempos), rasgar um pedacinho e colocar um pensamento, uma impressão, uma opinião (ridícula ou nem tanto).
Por fim, talvez um objetivo mais claro acerca do nome possa ser expresso naquilo que pode-se encontrar escrito em todo e qualquer saco de pão: “obrigado pela preferência, volte sempre!”.
O recado tá dado.
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