Estava dormindo. Não só eu, mas toda a casa. De repente (já passava da meia-noite), ouvi um barulho estranho que me acordou. Era alto…
Levantei-me e, corajosamente, fui andar pela casa para ver se descobria o que acontecera. Súbito, quando estava na sala, ouvi vozes na cozinha. Não eram vozes comuns, eram vozes “maquinárias”. Tinham planos de dominar o mundo, começando pela minha casa.
Estavam na reunião um liquidificador, uma batedeira, uma geladeira, um fogão e um exército de copos, panelas, talheres. A maior, e líder, a geladeira, traçava planos inimagináveis; estratégias sensacionais. Todos aplaudiam, e era um barulho ensurdecedor. Repentinamente, um pequeno garfo me viu e gritou: “atacaaaaar!!!”
Todo o exército das máquinas da cozinha veio para cima de mim. Mas, de repente, quando uma faca veio em minha direção, prestes a me atacar, chegou o ventilador e, com suas hélices, quabrou a faca. Quando virei-me para trás, todo o exército da sala estava do meu lado: computador, TV, vídeo, impressora, telefone e, é claro, o ventilador.
Foi uma batalha espetacular, mas nós, depois de muita luta, ganhamos. A vitória foi extraordinária.
Como em todas as redações impossíveis que faço eu escrevo que “foi um sonho”, nesta vou tentar ser mais criativo ou, digo, diversificador. Esta batalha aconteceu em algum lugar da mente, um lugar fácil de ser ativado, mas difícil de ser compreendido: a imaginação.
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Texto nonsense meu. 1997.